Templo Espírita

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SURGIMENTO DA SAGRADA UMBANDA

No início deste século, mais uma bandeira religiosa se levantava com a intenção de dar testemunho do amor, paz e fraternidade entre os homens. Eram tempos do fim da escravatura. Os Babalorixás, que nos tempos de escravidão tinham de trabalhar às escondidas, agora livres, serviam tanto aos de seu povo, quanto aos brancos. Também nessa época, as casas maçonicas e os espirítas de Alan Kardec já haviam firmado seu lugar; e foi no meio desa conjuntura religiosa dominada pelos brancos católicos, espirítas e maçons que as raças mais sacrificadas, desrespeitadas e desqualificadas pelos brancos (os negros e índios) começaram dar início e forma à Umbanda. Já no fim do século passado, médiuns começavam incorporar almas de escravos e índios, que vinham na intenção de servir aos vivos; mas esses espirítos não eram aceitos porque, até então, não se conhecia o que mais tarde seria chamados de Linhas das Almas. Sendo assim, eram tratados como espirítos de mortos recentes, que precisavam ser afastados. Mas essas incorporações eram o prenúncio do início da Umbanda, que ocorreu a 15 de novembro de 1908, quando o jovem médium Zélio de Moraes foi convidado a participar de uma mesa Kardecista na Federação Espiríta de Niterói, na então capital do estado do Rio de Janeiro. Durante a sessão, Zélio incorporou um caboclo que, sendo recebido pelo chefe dos trabalhos como um espiríto sem luz, foi imediatamente advertido para que se retirasse. O caboclo, mostrando seriedade e altivez, interpelou quem o expulsava, afirmando que ali estava para simbolizar a humildade e igualdade que deve existir entre os homens encarnados e desencarnados; e deixando claro que sua condição de índio não devia servir para diminuí-lo. Diante da insistência do coordenador dos trabalhos no sentido de que se identificasse, apresentou-se como o Caboclo das 7 Encruzilhadas, dizendo que para ele não haveria caminhos fechados. Antes de partir, comunicou que, no dia seguinte, voltaria a se incorporar na residência de seu "aparelho". E assim foi feito; ele voltou e encontrou diversas pessoas que, sabedoras do ocorrido, tinham se dirigido para lá a fim de se consultarem.

Dessa forma aconteceu a primeira sessão de Umbanda, onde o Caboclo, através de passes, cuidou dos enfermos. Um Preto-Velho chamado Pai Antônio também se apresentou e cuidou dos trabalhos de desobsessão. Desde o seu início, portanto, a Umbanda deixou claro que aqui veio na intenção de ensinar sobre a igualdade que deve existir entre os homens e de ajudá-los a encontrar seu caminho de evolução, combatendo as influências negativas.